A China tem como ambição declarada tornar-se na principal potência militar no Oceano Pacífico. E para isso pode invadir nos próximo seis anos Taiwan. De forma a concretizar essa ambição, o Almirante não tem dúvidas que «Taiwan faz parte» do plano. Apesar de, desde 1979, num comunicado conjunto assinado com a China, os EUA terem reconhecido a soberania de Pequim sobre Taiwan, os norte-americanos continuam a ser um forte aliado deste território como primeiro fornecedor de armas.

A China considera Taiwan uma província e ameaça retomá-la à força em caso de proclamação formal da independência ou intervenção estrangeira. Desde que assumiu o controlo de Honk Kong, Pequim virou a bússola também para Taiwan, com várias demonstrações de força ao tentar impedir, por exemplo, a navegação no estreito de Taiwan, que separa os dois territórios. O almirante Davidson alertou o Senado de que a China tem ambições territoriais no Mar da China Meridional, no Mar da China Oriental, representado também uma ameaça à ilha americana de Guam, no Pacífico.

Este alto responsável militar norte-americano pediu também três sistemas de defesa antimísseis Aegis destinados à Austrália e ao Japão, e um aumento do orçamento militar de 2022 para armamentos ofensivos «para que a China saiba que o custo do que eles estão a tentar fazer é muito alto e fazê-los duvidar de suas hipóteses de sucesso». Noticia avançada pela RTP.