Os carros alimentados por células de combustível continuam a necessitar de baterias, cerca de 10 kWh, e um motor eléctrico, além da própria célula que associa hidrogénio ao oxigénio presente no ar, para com isso fabricar energia.

Alguns fabricantes europeus apostaram nesta solução durante anos e acabaram por desistir por acreditarem nas baterias, cuja evolução está a ser muito rápida.

Além da posição negativa manifestada pelo CEO da Volkswagen AG, Herbert Diess, o que deverá comprometer todas as marcas do Grupo VW, também o português Carlos Tavares, CEO da Stellantis, que junta as antigas FCA e PSA, afirmou que "as marcas que estão a investir nas células de hidrogénio são as que estão mais atrasadas nas baterias e tecnologia eléctrica".

O "Observador" avançou ainda que a Renault, que dominou em 2020 as vendas europeias de eléctricos, com o Zoe, mas está decidida a conquistar pelo menos 30% do mercado de comerciais eléctricos a hidrogénio, uma vez que o seu responsável pelos combustíveis alternativos, Philippe Prevel, pensa que furgões comerciais com baterias para percorrer mais de 300 km entre recargas amputam grande parte da sua capacidade de carga para mercadorias.

Já a Mercedes e a BMW estão actualmente concentradas na electrificação das respectivas gamas, apostando sobretudo nas baterias.