De acordo com o jornal britânico The Times, Peter Foley, que liderou a busca pelo avião MH370 da companhia aérea Malaysian Airlines, disse que concordava com uma nova análise produzida por oceanógrafos e especialistas em voo, sugerindo que os destroços podem estar no fundo do Oceano Índico, a 1.930 quilómetros da Austrália.

Duas buscas não encontraram vestígios da aeronave, mas 33 pedaços de destroços – confirmados ou classificados como altamente prováveis ​​de pertencerem ao MH370 – foram descobertos nas Ilhas Maurícias, Madagáscar, Tanzânia e África do Sul.

A pressão por uma nova busca surgiu após a análise do último pedaço de destroços, parte de um spoiler de uma asa encontrado na África do Sul em agosto. A análise da deriva do oceano e uma revisão de uma rota de voo divulgada no ano passado concordaram que o MH370 provavelmente caiu cerca de 1.930 quilómetros a oeste de Cape Leeuwin, Austrália Ocidental, numa área notória pelos seus profundos desfiladeiros no fundo do oceano e montanhas subaquáticas.

Blaine Gibson, que dedicou grande parte da sua vida nos últimos anos à procura dos destroços, apoiou uma terceira busca. O advogado norte-americano, de 63 anos, disse que o modelo atualizado de Charitha Pattiaratchi, oceanógrafa da University of Western Australia, é um forte argumento para outra análise. A especialista previu onde estariam os destroços um ano antes de a primeira peça ser encontrada.

De acordo com a Euronews, num livro publicado na semana passada e intitulado «La Disparition» , a jornalista Florence de Changy, correspondente em Hong Kong para o jornal francês Le Monde e a RFI, sugere que o avião terá sido abatido – intencional ou acidentalmente – e que os registos da ocorrência terão sido posteriormente abafados.

A autora acrescenta ainda os dados que dão conta de que o voo MH370 atravessou «sete espaços aéreos onde o avião não foi visto nem é conhecido». «Nenhum destes países é capaz de apresentar provas de que o avião tenha passado pelo respetivo espaço aéreo e ainda temos todos os navios e aviões americanos que vigiam aquela zona em permanência. » Em 2015, um fragmento da asa do avião foi descoberto a leste de Madagáscar, na ilha francesa de Reunião, e confirmado como proveniente do Boeing 777.

Os especialistas revelaram que a tese mais plausível seria a de que o piloto do voo MH370, Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos terá sido o responsável pelo desaparecimento da aeronave num ato «planeado, deliberado».

A teoria a que estes especialistas chegaram agora aponta então para o suicídio do piloto, antecedido por um ato premeditado de homicídio em massa. Para isso, Zaharie terá provocado a despressurização da cabine, deixando todos os ocupantes inconscientes, à exceção do próprio piloto que usaria uma máscara de oxigénio. De acordo com a teoria, o piloto desligou o sistema de comunicação deliberadamente.