Entre 2% e 5% de todo o plástico produzido no mundo acaba despejado nos oceanos, em forma de resíduo. Ali, esse material vai-se degradando lentamente, deteriorando-se — e transformando-se no chamado microplástico, pequenas partículas que podem ser microscópicas ou chegar até 5 milímetros de comprimento.
Mas quanto plástico ingerimos?
Para aqueles que só bebem água engarrafa, o estudo constatou que quem prefere água assim, em vez da água de torneira, pode estar a ingerir microplásticos a mais. «Indivíduos que cumprem a ingestão de água recomendada apenas por meio de fontes engarrafadas podem estar a ingerir mais de 90 mil microplásticos anualmente, em comparação com 4 mil microplásticos para quem consome apenas água da torneira», realça Cox, num artigo publicado esta quarta-feira na revista científica Environmental Science & Technology.
Efeitos no corpo humano
Ainda pouco se sabe sobre quais os efeitos que os microplásticos podem vir a ter no corpo humano. «Embora existam estudos em animais que mostram que partículas de microplástico têm potencial de causar danos a organismos, não há conhecimento suficiente sobre o impacto médico de tais partículas quando ingeridas por humanos», disse. «Podem haver consequências mecânicas e patológicas», acrescentou. O médico lembra que substâncias plásticas podem eventualmente aglomerar-se dentro do organismo e, com o tempo, «tornarem-se numa obstrução para o esvaziamento gástrico».
«Essas substâncias plásticas podem entrar e provocar inflamação ou mesmo obstrução, impedindo a absorção dos alimentos», completa. Outro risco é que os microplásticos se degradem pelas enzimas digestivas. Os diferentes tipos de plástico, conforme lembra o especialista, trazem componentes que podem ser nocivos. «As partículas são pequenas, mas a acumulação ao longo do tempo pode causar problemas».

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